sol e pele

A relação entre a luz solar e artrite reumatoide

Estamos todos conscientes de que a exposição excessiva ao sol acelera o processo de envelhecimento da pele e aumenta os riscos de câncer de pele. Mas, a luz do sol possui muitos benefícios e, hoje, vamos tratar de um deles.

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Pesquisadores liderados pela Dra. Elizabeth Arkema, da Escola de Saúde Pública de Harvard, estudaram os registros médicos de mais de 200 mil mulheres relativos à exposição solar e à incidência de artrite reumatoide (AR). Os resultados foram publicados no Annals of the Rheumatic Diseases, no dia 4 de fevereiro.

Esta é uma das muitas pesquisas realizadas como parte do “Estudo de Saúde das Enfermeiras” (NHS), que acompanhou a saúde de cerca de 120 mil profissionais, a partir de 1976, quando elas tinham entre 30 e 55 anos de idade. Houve também um segundo Estudo de Saúde de Enfermeiras (NHS-II), que começou em 1989. Este último avaliou praticamente o mesmo número de enfermeiras, porém, o grupo selecionado era ligeiramente mais jovem (idades entre 25 e 42 anos) no início da pesquisa.

A artrite reumatoide é uma doença “autoimune”, ou seja, o inimigo é o próprio sistema imunológico que, ao invés de combater bactérias e invasores estranhos ao organismo, protegendo-o, ataca partes saudáveis do corpo. No caso da artrite reumatoide, o sistema imunológico ataca as articulações, causando dor, inchaço e rigidez. A AR é de três a cinco vezes mais comum em mulheres do que homens.

Os pesquisadores de Harvard descobriram que as mulheres, que viviam nos estados americanos com maior incidência de raios solares UVB (ultravioleta B), tiveram um risco 21% menor de desenvolver AR do que as que residiam em estados com níveis menores de UVB.

Mas, curiosamente, o benefício da luz solar à saúde só foi observado nas enfermeiras no primeiro estudo (NHS). Não houve registro de benefício da luz do sol para as enfermeiras do NHS-II. Os pesquisadores sentiram isso porque o grupo mais jovem (do segundo estudo), provavelmente, usou protetor solar com mais rigor do que as enfermeiras da primeira pesquisa, quando não havia uma consciência pública tal para os males provocados pelo sol.

Os investigadores concluíram que: “Nosso estudo adiciona a evidência crescente de que a exposição à luz UVB está associada à redução do risco de artrite reumatoide. Os mecanismos ainda não são compreendidos, mas podem ser mediados pela produção cutânea de vitamina D e atenuados pelo uso de filtros solares ou por evitar excessos de sol”.

Isso significa que as mulheres com maior exposição solar tinham níveis mais altos de vitamina D em seu organismo, o que veio a diminuir com o uso do protetor solar e com a exposição cada vez menor ao sol. Quando a luz solar, particularmente os raios ultravioletas B, atinge a pele, o corpo produz mais vitamina D, razão pela qual é chamada de “vitamina do sol”.

Outra doença autoimune, a esclerose múltipla, é menos comum em pessoas que vivem em locais mais ensolarados, segundo alguns estudos.

Em síntese, a luz do sol é boa e ruim para o nosso corpo. Em baixa quantidade, ficamos propensos a ter deficiência de vitamina D e a desenvolver outras doenças, como: depressão e certos tipos de cânceres internos. Mas, em excesso, acelera o envelhecimento da pele e a deixa mais vulnerável a desenvolver o câncer de pele.

A comunidade de investigação médica ainda não decidiu qual é o tempo ideal de exposição, mas sabe-se que ficar exposto ao sol, de 10 minutos a 15 minutos, no período onde ele é mais intenso e sem protetor, é suficiente para repor nossas necessidades de vitamina D. Agora, se você se expõe ao sol por um tempo superior a 15 minutos, não deixe de usar o protetor solar e um bom óculos de sol.

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