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A dengue e a Copa do Mundo

“Os fãs da Copa do Mundo do ano que vem no Brasil podem ser expostos a uma doença tropical desagradável e incurável”. Esta foi a manchete do jornal de ciência semanal britânico Nature e destaque, em 28 de novembro, no canal BBC Health.

O artigo da Nature, escrito pelo professor Simon Hay, da Oxford University, observa que três entre as 12 cidades-sede da Copa no Brasil oferecem riscos mais significativos de contágio: Fortaleza (CE), Natal (RN) e Recife (PE).

A dengue é, como a febre amarela, transmitida por mosquitos infectados, ou seja, não há contaminação direta da doença de uma pessoa para outra. Mas, ao contrário da febre amarela, não há vacina eficaz para a dengue, por isso, a única maneira de preveni-la é proteger-se das picadas do mosquito e apoiar-se em medidas de saúde pública, as quais trabalham para diminuir a população do Aedes aegypti (o mosquito causador da dengue).

Esta doença é desconhecida na Grã-Bretanha, muito embora, a partir de 2010, alguns casos tenham sido relatados na Europa, o que pode explicar, em parte, a preocupação dos ingleses. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), mais de 40% da população mundial corre o risco de contrair a doença, portanto, a dengue é um problema mundial.

A OMS está especialmente preocupada com o aumento dramático da incidência da dengue ao longo das últimas décadas. Além de não existir vacina para ela, também não há tratamento eficaz disponível para além dos cuidados de suporte. Os antibióticos ou agentes antivirais não funcionam e, em alguns casos, os pacientes necessitam de hospitalização e mesmo de cuidados intensivos.

Os sintomas da dengue aparecem tipicamente de 4 a 10 dias após a picada de um mosquito infectado e podem incluir: febre alta, dor de cabeça intensa, dor atrás dos olhos, náuseas e vômitos, dores musculares e articulares e erupção cutânea. A maioria das pessoas se recupera em poucos dias, mas a doença pode evoluir para uma forma mais grave, que é a febre hemorrágica da dengue, marcada pela hemorragia na pele e nos órgãos internos. Esta forma agressiva da doença, porém, é mais rara.

Para evitar a dengue:

• Escolha acomodações com janelas e portas teladas e com ar condicionado interno;

• Use inseticidas dentro de casa;

• Use roupas que cubram os braços e as pernas, especialmente, no início da manhã e no final da tarde, quando a chance de ser mordido é maior;

• Aplique repelente nas roupas e na pele exposta.

O artigo da Nature recomenda que “as autoridades brasileiras implementem formas de controle agressivas ao vetor (mosquito) em abril e maio, particularmente, em torno dos estádios da região Nordeste, para diminuir o número de mosquitos transmissores da dengue”.

Felizmente, porém, não teremos de nos preocupar com a dengue para sempre. Desde que se veiculou a notícia de que a incidência pode aumentar rapidamente, vem ocorrendo esforços intensos para desenvolver uma vacina contra a doença que, acredita-se, estará disponível em poucos anos.

Mas, por enquanto, não se esqueça de adotar as medidas preventivas e protetivas para enfrentar a doença e controlar a proliferação do Aedes aegypti.

Individualmente, cada um de nós pode contribuir no combate à dengue, eliminando quaisquer coleções de água parada, onde os mosquitos se reproduzem.

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A dengue e a Copa do Mundo was last modified: junho 16th, 2016 by

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