sleep apnea

A apneia do sono é comum em mulheres

A apneia do sono, problema em que a pessoa para de respirar enquanto dorme, muitas vezes a cada noite, pode variar de leve à grave e, em alguns casos, com risco de vida. A maioria dos especialistas acreditava que ela afetava os homens duas ou três vezes mais do que as mulheres.

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Por isso, causou surpresa a publicação da revista European Respiratory Journal, em 16 de agosto, sobre uma pesquisa feita na Suécia, informando que, entre 400 mulheres avaliadas, com idades entre 20 e 70 anos, 50% delas tiveram diagnóstico de apneia do sono.

Esta elevada incidência nunca foi relatada. Outros estudos encontraram uma incidência de apneia do sono (AS) em mulheres de 4% a 9%, de modo que este valor –  de 50% – é espantosamente elevado. Em casos como este, quando uma nova pesquisa mostra um resultado totalmente fora do esperado, outros cientistas da mesma disciplina observam, primeiro, se não houve problemas na abordagem estratégica ou na execução do estudo ou, ainda, na avaliação dos dados.

Vamos ver, então, o que pode acontecer com este estudo sueco. Talvez, os resultados sejam validados por diferentes pesquisadores, em um centro médico diferente. Talvez não. Mas há uma coisa que todos os pesquisadores do sono concordam: a apneia do sono, especialmente em mulheres, é subdiagnosticada.

As melhores estimativas são de que 80% dos homens e 92% das mulheres com AS nunca são diagnosticados. A doença ocorre também em crianças, geralmente, como resultado de amigdalas e adenoides muito grandes. Entre os pequenos, muitas vezes, o único sintoma é a hiperatividade.

Os pacientes raramente vão a um consultório médico para dizer: “Eu acho que tenho apneia do sono”. Os médicos não podem simplesmente olhar para alguém e diagnosticar a AS. Os médicos precisam fazer perguntas e, muitas vezes, as respostas só podem ser dadas por alguém que dorme com o paciente, ao invés dele próprio.

Para um diagnóstico definitivo, o paciente deve fazer o chamado teste de “polissonografia”. Isso é feito durante a noite, em uma clínica, ou, por vezes, em casa, quando os pacientes usam monitores pequenos em seu nariz e peito que monitoram a apneia (suspensão da respiração), a quantidade de ronco, ritmo cardíaco e o nível de oxigênio no sangue. Outros dados também podem ser coletados se o médico considerar necessário.

A pessoa com AS para de respirar entre dez segundos por até mais de um minuto. Isto pode se repetir centenas de vezes durante uma noite. O doente típico AS também ronca muito alto e, porque não consegue um sono reparador, fica bastante sonolento durante o dia. Normalmente, não tem a menor ideia de que o problema é a AS.

A apneia do sono é mais comum em indivíduos obesos e a incidência aumenta com a idade. A doença é estressante para o corpo e muitos sofrem de AS por desenvolver hipertensão e doenças cardíacas prematuras. Uma vez que são inquietos durante o sono (assim como são roncadores), os cônjuges desses doentes também acabam privados de uma boa noite de sono.

Nas próximas semanas, no Mais Saúde, vamos dizer quais sintomas procurar em si mesmo ou em seu parceiro para detectar a AS e as opções de tratamento. Enquanto isso, preste atenção ao sono do seu companheiro, homem ou mulher! Ao contrário do que muitos médicos pensam, é uma doença com igual oportunidades!

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