telemedicina e dermatologia

Telemedicina para dermatologia apresenta falhas?

A telemedicina é um novo ramo da medicina que utiliza a Internet para conectar pacientes e médicos, muitas vezes bastante distantes um do outro. A dermatologia é uma área onde ela tem sido amplamente utilizada. No entanto, um estudo publicado este mês analisou o uso telemedicina para tratamento de doenças de pele nos Estados Unidos e mostrou que muitos destes sites (com fins lucrativos) estão oferecendo atendimento inadequado.

Estes sites pedem que os visitantes enviem por e-mail fotografias digitais da condição da pele. Geralmente no dia seguinte, um médico olha para as fotografias, envia de volta um diagnóstico e, em muitos casos, prescreve o tratamento. Nos EUA, esses sites cobram de US$ 35 a US$ 95 (R$ 125 a R$ 340) por uma consulta virtual, paga pelo paciente por cartão.

No estudo, pesquisadores da Universidade da Califórnia criaram 6 pacientes fictícios com 6 condições de pele diferentes. As fotografias da condição da pele foram enviadas para 16 diferentes sites de teledermatologia. As condições incluíam psoríase, sífilis secundária, cancro da pele do tipo melanoma e condições mais benignas, como acne.

Em seguida, os pesquisadores analisaram a precisão com que os 16 websites de teledermatologia diagnosticaram as condições e se prescreveram o tratamento correto. De maneira geral, os pesquisadores não ficaram satisfeitos com os resultados.

Muitos diagnósticos estavam incorretos, em especial porque o médico não pediu os detalhes do histórico do paciente – muitas vezes tão importante quanto olhar, de fato, para a lesão da pele. Dois terços dos websites não pediram a história médica completa do paciente e apenas metade das mulheres participantes do estudo foram questionadas se estavam grávidas.

Nenhum dos sites diagnosticou corretamente o paciente com sífilis, manifestada como uma erupção cutânea (novamente, isso aconteceu porque eles não pediram o histórico). Quanto ao paciente fictício com melanoma, 3 dos 14 centros acharam que a lesão era benigna – diagnóstico gravemente errado, já que o melanoma é um tumor maligno sério.

O estudo da Universidade da Califórnia dá uma mensagem de advertência sobre como a telemedicina pode falhar se não for feita corretamente. Apenas o envio de algumas fotografias para obter um diagnóstico está longe de ser a medicina ideal. Nada substitui um bom e honesto bate papo entre um médico e paciente.

Telemedicina no Brasil

No Brasil, a telemedicina tem uma longa história que começou principalmente para servir as comunidades rurais isoladas na Amazônia e regiões grandes com poucos médicos especialistas. Neste cenário, a telemedicina tem sido muito bem-sucedida.

Pacientes e médicos que estão nesses locais mais isolados podem se consultar e recorrer a especialistas em grandes centros médicos para orientar o diagnóstico e o tratamento. Algumas especialidades particularmente apropriadas dessa tecnologia são cardiologia e radiologia, onde os especialistas distantes pode rever os resultados dos testes e orientar os médicos locais.

Telemedicina responsável

Quando feita com cuidado, a telemedicina pode fornecer o diagnóstico e o tratamento muitas vezes mais rápido e mais barato do que visitar um médico. E para as pessoas isoladas das grandes cidades, ela pode salvar vidas e evitar viagens longas para receber cuidados. Mas não importa onde vivemos, a telemedicina vai crescer e devemos trabalhar para garantir que ela seja feita com o cuidado que exige.

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