Tai Chi aumenta tamanho do cérebro e melhora cognição

Tai Chi aumenta tamanho do cérebro e melhora cognição

Uma nova pesquisa, realizada por cientistas da Universidade do Sul da Flórida, nos EUA, e da Universidade Fudan, na China, constatou que idosos chineses que praticaram Tai Chi três vezes por semana, apresentaram um aumento no volume cerebral e melhorias em testes de memória e pensamento.

Tai Chi aumenta tamanho do cérebro e melhora cognição

No estudo, publicado no periódico Journal of Alzheimer’s Disease, e que teve duração de 8 meses, comparou-se 120 idosos divididos em 4 grupos diferentes (Tai Chi, Caminhada, Interação Social e Nenhuma Intervenção).

O estudo mostrou que os participantes do grupo “Interação Social”, que consistia em discussões animadas três vezes por semana, apresentou um aumento no volume do cérebro, porém melhorias cognitiva mais limitadas do que o grupo do Tai Chi. Já os participantes do grupo “Nenhuma Intervenção”, mostraram um encolhimento do cérebro, similar com o que geralmente tem sido observado para as pessoas em seus 60 e 70 anos de idade. O grupo da “Caminhada”, obteve resultados similares ao do grupo “Nenhuma Interveção”.

Estudos anteriores já haviam mostrado que pessoas que realizam exercícios aeróbicos apresentam um aumento no volume cerebral e uma melhoria na memória, no entanto, este foi o primeiro estudo a mostrar que uma forma menos aeróbica de exercício, Tai Chi, bem como estimular a discussão levou a tais benefícios.

Além disso, outros estudos têm mostrado que a demência e a síndrome de deterioração cognitiva gradual que a precede estão associadas com o aumento do encolhimento do cérebro onde as células nervosas e suas conexões são gradualmente perdidas.

De acordo com o Dr. James Mortiner, autor do estudo, a capacidade de inverter esta tendência com exercício físico e aumento da atividade mental implica que pode ser possível retardar o aparecimento de demência em pessoas idosas por meio de intervenções que oferecem muitos benefícios para a saúde física e mental.

A pesquisa ainda sugere que o exercício aeróbico está associado com aumento da produção de fatores de crescimento do cérebro e que agora resta determinar se as formas de exercício como Tai Chi, que incluem um componente importante exercício mental poderia levar a mudanças semelhantes na produção desses fatores.

Uma outra questão levantada pela pesquisa é se o exercício físico e mental contínuo pode contribuir para a prevenção da doença de Alzheimer. Mortiner considera que os estudos epidemiológicos têm mostrado repetidamente que os indivíduos que praticam mais exercício físico ou que são mais ativos socialmente, apresentam um menor risco da doença de Alzheimer. Ele ainda disse que os resultados atuais sugerem que este menor risco possa ser um resultado do crescimento e preservação de regiões críticas do cérebro afetada por esta doença.

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Foto: Google