loneliness as health hazard

Solidão coloca saúde física em risco

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Viver sozinho aumenta as chances de morrer? Sentir-se solitário pode oferecer riscos à saúde física, aumentar as chances de desenvolver alguma doença crônica e tornar mais intensa a falta de cuidados com o próprio corpo. A conclusão é de um estudo realizado na universidade americana Brigham Young a partir da análise de 70 pesquisas que relacionaram o risco de morte ao isolamento social.

Publicado recentemente em Perspectives on Psychological Science, o estudo envolveu a análise de registros médicos de mais de 3 milhões de pessoas. O resultado apontou que os que viviam em “solidão crônica” ou socialmente isolados apresentavam risco 30% maior de morrer dentro do período da pesquisa.

Mas o estudo não se limitou às pessoas que viviam isoladas fisicamente. Também foram analisadas pessoas que, mesmo casadas, sentiam-se solitárias – o que reforça a ideia de que a formalidade do casamento não implica, necessariamente, em mais compromisso e companheirismo a longo prazo. O risco de solidão também se mostrou maior entre as pessoas de meia idade que entre idosos.

Convívio social e saúde

Mas por que viver com alguém parece ser melhor para a saúde? A principal teoria é a de que, quando você vive com outra pessoa, você acaba pressionado a manter cuidados com a própria saúde. Quem vive sozinho é mais propenso a ignorar sintomas de uma doença grave e a ter comportamentos de risco – como tabagismo, direção perigosa e sedentarismo.

Um diabético, por exemplo, que necessita de insulina diariamente, é mais propenso a manter a doença sob controle quando vive com outras pessoas. O mesmo acontece com pessoas hipertensas ou com alguma doença crônica.

Pessoas que se sentem isoladas têm risco maior de desenvolver hipertensão e colesterol alto, têm a qualidade do sono prejudicada, o sistema imunológico afetado e mais chance de entrar em depressão. Por outro lado, pessoas com bom convívio social sentem-se mais aceitas, são mais resistentes a doenças crônicas e têm menor risco de sofrer acidentes.

O principal autor do estudo, Dr. Julianne Holt-Lunstad, diz que a solidão é tão perigosa para a saúde quanto a obesidade e que, por isso, deve ser considerada um problema grave de saúde pública. A pesquisa também sugere que o problema é maior em países mais ricos e que está aumentando ao longo do tempo.

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