woody allen

Seu relacionamento: quando o período de lua de mel acaba

Boa saúde requer saúde física e mental. Para a maioria das pessoas, a boa saúde mental vai melhor quando estão envolvidas em um relacionamento feliz e estável. Manter relacionamentos de longo prazo não é fácil e, hoje, oferecemos uma dica que poderá ajuda-lo com isso.

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Os estudos sobre casais (os resultados, provavelmente, devem valer para os não casados) mostram que o surto inicial de felicidade, sentido por ambos os parceiros, dura cerca de dois anos geralmente. Depois disso, o amor apaixonado é substituído por um amor mais “companheiro”, mais sóbrio e menos emocionante. Durante essa transição, os problemas podem começar a aparecer.

Quando a fase da “lua de mel” termina, é mais fácil para um ou ambos os parceiros procurar a emoção da novidade fora da relação. No início de um relacionamento, quase tudo sobre o seu parceiro é novo e surpreendente: o que ele ou ela gosta de comer, o que faz para se divertir, quem são os seus amigos e familiares, e assim por diante. Mas, eventualmente, você começa a conhecer o seu parceiro muito bem; as surpresas são cada vez menos frequentes e isso pode levar à complacência e até à redução do interesse sexual pelo companheiro.

Mas há esperança! Muitos casais ficam juntos por muitos anos, mesmo sendo monogâmicos. Às vezes, criam filhos, às vezes, continuam felizes sem filhos. Um estudo clássico feito pelo psicólogo social Arthur Aron dá a dica de hoje sobre como permanecer feliz em seu relacionamento.

O Dr. Aron e seus colegas realizaram seus estudos entre casais de meia-idade, de classe média. Para metade do grupo, foi atribuído dedicar, pelo menos, 90 minutos semanais fazendo novas atividades em conjunto e que fossem “agradáveis”, como ver um filme, ir a um restaurante com amigos ou algo parecido. À outra metade dos casais, foi designado gastar, pelo menos, 90 minutos por semana fazendo algo novo, mas também “emocionante”, como dançar, assistir a um concerto e mesmo desfrutar de alguns esportes quase radicais juntos.

Após dez semanas, os casais envolvidos com as atividades “excitantes” relataram estar mais satisfeitos com o casamento do que os casais que fizeram apenas atividades “agradáveis”.

O Dr. Aron observou que a surpresa e a incerteza foram fatores mais fortes que ajudaram os casais a se sentir melhor em relação aos seus parceiros e mais felizes em seus relacionamentos.

É inevitável que os casais, após um tempo, percam a emoção vivida no início, quando tudo sobre o outro é novo. Quando você notar que isso está ocorrendo, não pense nesse momento como uma coisa terrível, mas tente compreendê-lo e aproveite a oportunidade para sair de sua zona de conforto e explorar coisas novas com seu parceiro: conhecer novos lugares, procurar novas atividades, talvez, fazer amizades novas.

Como disse Woody Allen em seu filme Annie Hall: “Um relacionamento é como um tubarão. Ele tem de se mover constantemente para frente ou morre.”. E a sua relação não tem de morrer. Ela pode se tornar mais rica e gratificante. Adicione um pouco de incerteza, evite a previsibilidade. Siga em frente e cresça junto do seu amor.

Você poderá gostar de ler um livro recém-lançado, chamado “The Myths of Happiness: What Should Make You Happy, but Doesn’t, What Shouldn’t Make You Happy, but Does.” [Os mitos da Felicidade: o que deve fazer você feliz, mas não faz, o que não deve fazer você feliz, mas faz… sem editora no Brasil], do psicólogo Sonja Lyubomirsky, da Universidade de Califórnia  [link para baixar Ed. Kindle].

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