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Seis maneiras de manter o cérebro estimulado

Todos nós queremos manter o nosso cérebro e a nossa memória intacta à medida que envelhecemos. Uma pesquisa, publicada em 3 de julho, na revista Neurology, nos dá algumas dicas de como fazer isso.

Pesquisadores do Centro Médico da Universidade Rush (Chicago, EUA) realizaram um estudo microscópico post-mortem em cérebros de 294 idosos. O funcionamento cerebral de cada voluntário foi avaliado uma vez por ano antes de sua morte durante um período médio de seis anos. Nesse tempo, os participantes foram convidados a detalhar o uso do cérebro durante a vida.

Os cientistas descobriram que as pessoas estimuladas mentalmente ao longo de sua existência apresentaram declínio mais lento das atividades mentais. Assim, os pacientes que estimularam seus cérebros enquanto envelheciam tiveram redução da atividade mental 32% mais lenta que aqueles que estimularam seus cérebros a um valor médio durante a vida.

Já os voluntários que envelheceram mentalmente inativos, ou seja, realizando atividades pouco estimulantes, declinaram 48% mais rápido do que aqueles que estimularam seus cérebros a um valor médio durante a vida.

Os neurocientistas acreditam que atividades mentais estimulantes constroem uma espécie de “reserva cognitiva”. Em outras palavras, o estímulo constante do cérebro constrói um excedente de células e conexões cerebrais, fazendo com que esses idosos apresentem uma reserva extra ou “poupança” de tecidos dos quais podem prescindir sem apresentar declínio mental.

A melhor maneira de estimular o cérebro é fazer o que os atletas de elite e treinadores fazem para aumentar a musculatura e maximizar a aptidão física: confundir os músculos. Ou seja, eles misturam vários tipos de exercícios, desafiando os músculos de maneiras diferentes, com duração e pesos variáveis. Isso, muitas vezes, traz melhores resultados físicos e parece fortalecer o cérebro também.

Atividades como palavras cruzadas e leitura de livros são muito boas, mas o melhor mesmo é variar os desafios mentais de forma simples. Aqui estão alguns exemplos:

1) Trabalhe suas fraquezas mentais. Por exemplo, se você é bom com jogos de números, encontre algo em que não seja tão bom, como ler um romance. Mas não torne a atividade dolorosa. Leia comentários de vários livros para encontrar um com mais chances de gostar. Varie, ainda, os tipos de livros que lê, os filmes a que assiste e busque novos gêneros musicais.

2) Dance. Se você não dançou recentemente, faça-o. Dançar é uma das melhores maneiras de estimular o cérebro.

3) Varie a sua rota. Ocasionalmente, dirigir ou caminhar por um trajeto diferente até seu destino, assim como correr ou passear com o cachorro em direção oposta à habitual, ajuda a estimular seu cérebro.

4) Use sua mão não-dominante. Tente usar a outra mão para fazer a barba, pegar objetos ou apertar o botão do elevador. Segure seu garfo e sua faca nas mãos contrárias. Se você costumar usar apenas um dedo para digitar em seu celular, use o dedo oposto ou as duas mãos. Parece simples, mas essas pequenas mudanças provocam e desafiam o cérebro.

5) Faça uma viagem. Quanto mais diferente do seu ambiente habitual, melhor.

6) Aprenda outro idioma (pessoas bilíngues sofrem menos de demência), a tocar um instrumento ou faça um curso. Muitas das melhores universidades internacionais já oferecem cursos de educação à distância (EaD) gratuitamente. A Apple tem um programa on-line gratuito chamado iTunesU.

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Seis maneiras de manter o cérebro estimulado was last modified: junho 17th, 2016 by

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