Por que jogamos jogos como Farmville?

Por que jogamos jogos como Farmville?

Por que mais de 80 milhões de pessoas perdem tempo jogando um jogo como “Farmville”, onde os jogadores administram uma fazenda virtual, realizando atividades que incluem o plantio, cultivo e colheita de diversas plantas, árvores e animais, além da construção de casas, celeiros e outros elementos típicos de uma fazenda?

Por que jogamos jogos como Farmville?Esta é a pergunta que Abby King, PhD, professora de pesquisa em saúde, política e medicina, e Eric Hekler, estudante de pós-doutorado, do Centro de Pesquisa em Prevenção da Universidade de Stanford, se perguntaram quando sua equipe, começaram a projetar aplicações divertidas para smartphones, que motivassem adultos de meia-idade e idosos a melhorar seus hábitos de saúde.

Através da análise de jogos como “Farmville” ou “Angry Birds”, onde os jogadores arremessam pássaros kamikaze contra porcos que tentam roubar ovos, King e sua equipe de cientistas do comportamento e da computação, querem identificar os motivadores psicológicos que poderiam ser usados ​​em um aplicativo de smartphone, em que as pessoas seriam desafiadas a andar mais, sentar menos ou comer menos calorias, promovendo assim hábitos mais saudáveis.

O laboratório de King está focado em um envelhecimento saudável, em todas as suas formas. De acordo com a pesquisadora o objetivo do laboratório é de encontrar, criativamente, maneiras de garantir que as pessoas, em essência, correr para uma melhor vida, antes que acabe a saúde.

No presente estudo, são emprestados um smartphone Android por dois meses para os participantes. Cada um é pré-carregado com um dos quatro aplicativos que testará formas diferentes de motivar as pessoas a se exercitarem mais, sentar-se menos ou comer de maneira saudável, utilizando diferentes “frames” motivacionais tirados da psicologia.

Um dos aplicativos motiva através de feedback visual, usando gráficos de medidor de gasolina para informar as pessoas se estão alcançando os objetivos hábitos saudáveis diário. Outro aplicativo apela para a natureza cooperativa e competitiva dos usuários, juntando os participantes com os grupos sociais que tenham objetivos semelhantes, em seguida, acompanham o seu progresso em comparação com os outros. O terceiro aplicativo permite que os participantes “adotem” um pássaro de estimação virtual que apresenta os sintomas de boa ou má saúde, com base nos hábitos diários de seu “dono”.

“Nosso trabalho como pesquisadores é desenvolver uma base de evidências para esses tipos de aplicações, por isso, auxiliando os desenvolvedores de ferramentas de design de software a entender quais são as abordagens são mais eficazes com consumidores afim de motivar os mesmos para hábitos mais saudáveis”, disse King.

O projeto é financiado pelo Instituto Nacional do Coração, Pulmão e Sangue, dos EUA, e conta com pesquisadores do Centro de Prevenção e da Escola de Engenharia da Universidade de Stanford.

Foto: meiobit.com