Otimismo

Otimismo prolonga a vida

Como você classificaria a sua saúde? Esta é uma pergunta que frequentemente feita por amigos ou até mesmo em questionários de trabalho. Pois bem, de acordo com um novo estudo, realizado por pesquisadores do Instituto de Medicina Social e Preventiva da Universidade de Zurique, Suíça, tal resposta está diretamente ligada à probabilidade de sobrevivência do entrevistado nas próximas décadas.

Otimismo

No estudo, publicado no periódico online PLoS ONE os pesquisadores demonstraram que para as classificações que vão de “excelente”, “bom”, “normal”, “ruim” à “muito ruim”, o risco de mortalidade aumenta de forma constante, de forma independente à fatores de risco conhecidos, tais com tabagismo, baixo nível de escolaridade ou doenças pré-existentes.

Estudos anteriores, que só monitoraram os participantes por alguns anos depois da pesquisa, já haviam mostrado que uma avaliação pessimista anda de mãos dadas com um risco aumentado de doença ou morte. Isto se deve, em média, ao estilo de vida insalubre que tais pessoas apresentam, muitas vezes já apresentando um estado frágil de saúde ou já estando doentes. No estudo presente, os pesquisadores demonstraram que a auto-avaliação da saúde também está ligada à probabilidade de sobrevivência ou morte por um longo período de mais de trinta anos.

A auto-avaliação mais permanente

No estudo, que foi realizado na Suíça com 8.251 homens e mulheres maiores de 16 anos entre 1977 e 1979 à 2008, os homens que avaliaram sua saúde como “muito ruim”, tinham 3,3 vezes mais chances de morrer do que os homens da mesma idade que avaliaram sua saúde como “excelente”, e o risco de morte foi 1,9 vezes maior em mulheres que avaliaram sua saúde como “muito ruim” do que para aqueles que avaliaram como “excelente”. O risco também aumentou de forma constante a partir de uma visão otimista para uma avaliação pessimista: pessoas com saúde “excelente” tiveram melhores chances de sobrevivência do que aqueles em saúde “boa”, este tendo melhores chances do que aqueles em estado de “normal” de saúde, e assim por diante.

“O aumento constante do risco ao longo de mais de trinta anos entre a auto-avaliação e no final do período de observação tornam praticamente impossível que principais causas da correlação observada tenha sido devido ao histórico médico ou ao acaso”, explica o chefe da o estudo Matthias Bopp.

Fatores de risco considerados

Mesmo considerando os níveis de escolaridade, estado civil, consumo de tabaco, tensões, história médica, o uso de medicação, pressão arterial e glicemia, a correlação entre a auto-avaliação da saúde e mortalidade só enfraqueceram marginalmente. A diferença no risco de morte entre o melhor e a pior classificação era ainda 1:2.9 em homens, e 1:1.5  em mulheres.

“Nossos resultados indicam que as pessoas que classificam seu estado de saúde como excelente têm atributos que melhoraram e mantém sua saúde”, diz o especialista em medicina preventiva David Fah. “Estes atributos podem incluir uma atitude positiva, uma visão otimista e um nível fundamental de satisfação com a própria vida. Desta maneira, bons médicos não devem olhar somente para a presença de fatores de risco ou doenças, mas também verificar quais os atributos de saúde de seus pacientes, e ao mesmo tentar fomento e consolidação destes se for necessário”, completa Fah.

Os resultados do estudo sustentam o conceito amplo de saúde, preconizado pela Organização Mundial de Saúde, que consideram que saúde não é a ausência de doença, mas sim o bem-estar físico, mental e social completo, não esquecendo da necessidade de existência de um meio ambiente sadio, condição obrigatória para uma vida saudável.

Para encontrar um médico visite o site: www.procuramed.com

Foto: google.com