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Mulheres grávidas podem não estar fazendo testes de DSTs

Apesar das recomendações dadas às mulheres grávidas sobre a importância da realização de testes para a detecção das DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis), parece que muitas podem não estar fazendo, foi o que sugeriu um novo estudo realizado nos EUA.

O estudo, publicado no periódico American Journal of Obstetrics and Gynecology, mostrou que das quase 1,3 milhões de mulheres norte-americanas que fizeram testes de exame de sangue durante a gravidez, apenas 59% realizaram o teste para a detecção da clamídia, e 57% para a gonorreia. O estudo mostrou, também, que testes de acompanhamento, para monitorar a eficácia do tratamento, não são sempre realizados.

A clamídia, é uma infecção causada pela bactéria Chlamydia trachomatis, que pode atingir órgãos genitais femininos e masculinos, havendo uma grande incidência entre adolescentes e jovens adultos. É comum não ter sintoma algum ou então apresentar dores ao urinar, corrimento, sangramento fora de época da menstruação e dor nos testículos, no caso dos homens. Já a gonorreia, é causada pela bactéria Neisseria gonorrheae, e provoca infecção no revestimento mucoso da uretra, do colo uterino, do reto, da garganta ou da membrana ocular.

Se não forem tratadas, tanto a clamídia como a gonorreia podem causar doença inflamatória pélvica, que pode levar à infertilidade ou gravidez ectópica – uma condição perigosa em que o óvulo fertilizado se desenvolve fora do útero. Ambas as doenças, também, podem infectar o bebê durante o parto. A clamídia pode causar infecções oculares ou pneumonia em recém-nascidos, enquanto a gonorreia pode levar a infecções comuns ou infecções graves no sangue. As duas doenças são tratadas com antibióticos, sendo que o modo de prevenção ocorre através, e somente, pelo uso de preservativos.

O Dr. Jay M. Lieberman, que trabalhou no estudo, disse que a pesquisa mostra que há uma diferença significativa entre as recomendações e a prática. Para ele, a triagem feita pelo testes além de desempenhar um papel importante na detecção da clamídia ou da gonorréia, porque ambas as doenças muitas vezes não apresentam sintomas, é um cuidado fundamental para evitar a transmissão dessas doenças da mãe para o filho. Ele ainda ressalta a importância da realização dos outros tipos testes de DTS’s que as grávidas devem fazer, como: HIV, Sífilis, Herpes Genital e HPV.

Lieberman sugeriu às grávidas que conversem com seus médicos, caso não tenham feito os testes para as DST’s ou se não tiverem certeza disso. Ele completa dizendo que a realização dos testes não são um juízo sobre elas ou sobre seu comportamento, e sim uma forma de garantir uma vida  saudável, seja da mulher como do recém-nascido. Segundo estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS), o número de infecções de transmissão sexual na população sexualmente ativa brasileira, a cada ano, são: Clamídia-1.967.200; Gonorreia-1.541.800;  Sífilis-937.000; HPV-685.400 e Herpes Genital-640.900. Já em relação à AIDS, doença que é causada pelo vírus HIV, o último Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde mostrou que o Brasil teve, até junho de 2011, 608.230 casos diagnosticados.

Por isso mulher grávida, não deixe de conversar com o seu médico e perguntar sobre os testes. Caso você necessite encontrar um(a) médico(a), você pode fazê-lo através do nosso site (www.procuramed.com). É rápido, simples e sem nenhum custo.

Um ótimo final de semana a todos!

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Foto: Getty images

Mulheres grávidas podem não estar fazendo testes de DSTs was last modified: junho 17th, 2016 by

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