energy drinks may increase ADD

Energéticos aumentam hiperatividade e DDA em crianças e adolescentes

bebida-energetica

Bebidas energéticas podem levar ao aumento da hiperatividade e do déficit de atenção (DDA) em crianças e adolescentes. O alerta foi feito em edição recente da revista Academic Pediatrics. Outra pesquisa, publicada nesta semana pela revista The Lancet, aponta que crianças e adolescentes com DDA estão mais propensas a mortes precoces, antes dos 33 anos de idade.

Em todo o mundo, percebe-se uma redução no consumo de refrigerantes, mas, nem sempre, eles são substituídos por opções saudáveis. De acordo com dados da Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas Não Alcoólicas (ABIR), apenas no Brasil, o consumo de bebidas energéticas aumentou 325% entre 2006 e 2010. Quando ingeridos por crianças e adolescentes, os energéticos podem levar a consequências graves.

O estudo publicado na Academic Pediatrics foi conduzido por pesquisadores da Universidade de Yale (EUA) e envolveu 1.649 alunos do ensino médio, com idade média de 12,4 anos. A pesquisa concluiu que as crianças que consumiam bebidas energéticas estavam 66% mais propensas a sofrer transtornos de hiperatividade ou DDA. Devido aos transtornos, os adolescentes apresentavam temperamento mais difícil e maior probabilidade de falhar na escola. Quanto maior o consumo, mais grave o quadro se torna.

Mas as consequências do DDA não se limitam a problemas de convívio social. Outro estudo, conduzido por pesquisadores dinamarqueses e publicado neste mês na revista médica The Lancet, analisou a relação entre DDA e expectativa de vida. Cerca de 2 milhões de registros médicos foram examinados. As conclusões foram que crianças com DDA apresentam duas vezes mais riscos de morrer antes de completarem 33 anos de idade.

O estudo não relaciona o DDA e a hiperatividade como causa direta das mortes, mas indica que pessoas com esses transtornos assumem mais riscos, dirigem de forma mais imprudente e estão mais propensas a abusarem de drogas.

Quando olhamos para a lista de ingredientes existentes nas bebidas energéticas entendemos a predisposição à hiperatividade e ao DDA. Energéticos apresentam altas doses de cafeína, estimulantes (como a taurina) e açúcar (em média, 40 gramas de açúcar por lata – dose similar à presente em refrigerantes). Além de deixar crianças e adolescentes mais nervosos, os energéticos podem levar à obesidade.

“Nossos resultados apóiam a recomendação da American Academy of Pediatrics de que os pais devem limitar o consumo de bebidas açucaradas e que as crianças não devem consumir quaisquer bebidas energéticas”, reforçam os autores do estudo de Yale.

Alguns países da Europa já proíbem a venda de energéticos a menores de 18 anos. No Brasil e nos Estados Unidos, ainda não há restrições. Por isso, cabe aos pais o monitoramento – especialmente se os filhos já apresentam algum transtorno ou histórico de comportamento imprudente.

Se você precisar encontrar um médico em qualquer lugar do Brasil, use o nosso site principal: www.procuramed.com.

Leia também na ProcuraMed:

Existe alguma quantidade de álcool segura para ser ingerida durante a gravidez?

Três dicas para diminuir os efeitos de pesticidas

Esta postagem também está disponível em: Inglês