autismo

Dia Mundial da conscientização do Autismo

Hoje é comemorado o Dia Mundial de conscientização do Autismo. O dia, instituído no final de 2007 pela Organização das Nações Unidas (ONU), tem como objetivo: chamar a atenção sobre a necessidade do diagnóstico precoce e do tratamento adequado. Nesse sentido, vários monumentos ao redor do mundo (veja abaixo a foto do Cristo Redentor/RJ), foram iluminados com luz azul.

O autismo, é uma deficiência do desenvolvimento ao longo da vida, e que se manifesta durante os três primeiros anos de vida, sendo resultante de uma desordem neurológica que afeta o funcionamento do cérebro.

De acordo com estimativas da ONU, cerca de 70 milhões de pessoas possuem autismo no mundo, sendo 2 milhões no Brasil. Já um novo estudo publicado semana passada, pelo Centro de Controle e Prevenção dos EUA (CDC), nos EUA, mostrou que nos EUA há 1 autista para cada 88 crianças. Segundo o estudo, esse tipo de transtorno é quase cinco vezes mais comum entre meninos do que meninas – 1 em cada 54 meninos.

Os autistas são caracterizados pela deficiência na interação social, alterações qualitativas na comunicação verbal e não-verbal, apresentado comportamentos, interesses e atividades de modo repetitivo.

Nesse sentido, um novo estudo publicado no periódico on-line Brain Connectivity, mostrou que indivíduos saudáveis ​​que carregam uma variação genética do gene CNTNAP2, gene conhecido pela ligação ao aumento do risco de autismo, têm diferenças estruturais em seus cérebros. Embora nem todos os portadores dessa variante genética desenvolvam o autismo, há evidências de que  diferenças na estrutura cerebral podem afetar as conexões e a sinalização entre as regiões cerebrais, promovendo interrupções na conectividade do cérebro, podendo dar origem a alterações funcionais características de distúrbios neuropsicológicos, como o autismo.

Assim, qualquer tentativa para com a compreensão do autismo, requer uma análise em diferentes níveis, como o do comportamento à cognição, da neurobiologia à genética, e sua estreitas interações ao longo do tempo. De acordo com Ban Ki-Moon, secretário geral da ONU, o autismo não é limitado a uma única região ou um país, atingindo crianças em muitos países, independentemente de sexo, raça ou status sócio-econômico, sendo assim um desafio mundial requrendo uma ação global.

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Foto: Globo.com