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Cigarros eletrônicos são mesmo inofensivos?

Os e-cigarros foram inventados na China há apenas 10 anos e já se tornaram populares em todo o mundo. São vendidos como uma opção menos nociva e que podem ajudar a quem quer parar de fumar. Mas será que funcionam? E será que são mesmo inofensivos?

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Segundo Thomas Glynn, da American Cancer Society, os e-cigarros são “tanto uma resposta milagrosa para os efeitos devastadores do cigarro como um grave perigo para a saúde pública”. No Brasil, as vendas são proibidas pela Anvisa desde 2009, mas podem ser facilmente encontradas na internet.

A maioria dos e-cigarros se assemelha a um cigarro tradicional. Consistem em uma câmara preenchida por um líquido composto basicamente por nicotina suspensa em gycolpropileno. Também há as versões com sabores, como menta ou chocolate. Quando a pessoa traga o e-cigarro, o líquido é transformado em vapor, inalado pelo usuário. Alguns possuem uma pequena luz na ponta, que simula um cigarro real, e todos possuem bateria recarregável.

As controvérsias sobre o e-cigarro são várias: Será que eles realmente ajudam a parar de fumar, ou apenas transferem o vício para o aparelho? É seguro inalar o vapor? Ele pode prejudicar a saúde das pessoas ao redor, que também entram em contato com o vapor? Por parecer um brinquedo, eles não estariam estimulando crianças a também começarem a fumar?

Quanto à eficácia, os e-cigarros se assemelham aos adesivos à base de nicotina. Segundo estudo realizado na Nova Zelândia com 657 fumantes, e publicado na revista médica Lancet, os e-cigarros são “modestamente eficazes” quando o assunto é abandonar o vício.

Embora populares, os e-cigarros não possuem legislação que controle sua produção ou qualidade dos produtos utilizados na fabricação, o que torna os lucros maiores, assim como o interesse na comercialização. Estima-se que a venda destes aparelhos excedam US$ 1 bilhão ao ano. O lucro tem atraído inclusive grandes empresas tabagistas, como a Phillip Morris e RJ Reynolds, que já estão neste mercado.

Será que a falta de fiscalização poderia agravar os efeitos a longo prazo? Especialistas em saúde alertam que pouco se sabe sobre os efeitos do vapor produzido. Sabe-se menos ainda sobre os componentes existentes nos e-cigarros de segunda linha, também produzidos na China.

O único consenso que parece haver é que os e-cigarros são uma alternativa menos nociva que os cigarros tradicionais, já que não contêm agentes cancerígenos presentes na fumaça do tabaco, e que, para vendê-los com segurança, ainda é preciso muita pesquisa. Manteremos o assunto aberto aqui no Mais Saúde e continuaremos monitorando.

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