furacao sandy

Caso Sandy: cuidemos do mundo, como cuidamos de nossa saúde

Perto do pico do furacão Sandy, que varreu a costa leste dos EUA, um dos principais hospitais de Nova York, o NYU Medical Center, teve de remover todos os seus pacientes quando os dois sistemas de energia reserva falharam. Cerca de 300 pessoas foram transferidas, incluindo 20 bebês, que foram deslocados pelas escadas nove andares abaixo de suas unidades de origem, sendo vários deles ventilados manualmente por médicos e enfermeiros.

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Atualmente, com o constante fluxo de brasileiros entre Brasil e Estados Unidos, muitos compatriotas foram atingidos pelo Sandy. Um deles foi o repórter de ciência da Folha de S.Paulo, Rafael Garcia, que tentava chegar em Washington e acabou preso em Chicago.

Enquanto esperava, em Chicago, ele escreveu “Uma pergunta inconveniente sobre Sandy” para a Folha, sobre a questão controversa do aquecimento global e como o acontecimento desastres naturais cada vez mais frequentes podem estar relacionados ao aquecimento dos oceanos. Ele menciona a infeliz falta (até agora ao menos) da discussão acerca das mudanças climáticas na atual corrida presidencial americana.

Certamente, o Brasil não está imune às calamidades naturais. Todos os anos, o país enfrenta inundações em grande escala com perda de muitas vidas. Grande parte do risco não é o afogamento ou deslize das encostas, mas as epidemias de doenças infecciosas que podem surgir após as águas baixarem. O cólera, a dengue, febre tifóide, febre amarela, hepatite A, a leptospirose, entre outras doenças, podem aparecer depois de a chuva ceder, e os riscos se multiplicam com o saneamento básico inadequado.

Em nosso último post, Lições de Longevidade da ilha de Ikaria, observamos que, apesar de as pessoas de lá atribuírem suas vidas saudáveis e longas à boa dieta e ao exercício, o mais importante para a saúde pessoal foi o sentimento de comunidade presente entre os moradores da ilha. Estavam todos assistindo e ajudando seus vizinhos, conforme a necessidade.

Todos nós podemos tomar algumas medidas para beneficiar o nosso planeta e a nossa saúde. Em relação ao aquecimento global, podemos adotar atitudes mais inteligentes, como fazem muitos nova-iorquinos, mesmo os ricos (infelizmente, ao contrário de grande parte do resto dos Estados Unidos). Ou seja, andar mais, dirigir menos. Caso não seja possível ir a pé ou de bicicleta a um destino, pelo menos, podemos utilizar o transporte público já disponível. E, também, comprar carros que gastam menos combustível.

Você não só irá economizar gasolina, como contribuirá para diminuir uma das grandes causas do aquecimento global (cada litro de gasolina queimada é igual a quase dois quilos de dióxido de carbono liberado na atmosfera), e movimentará mais o seu corpo. E todos os leitores deste blog sabem que movimentar o corpo os fará viver uma vida mais longa e mais saudável.

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