casal feliz

Casar faz bem à saúde?

Antes de ler nosso novo post, gostaríamos de convidar você a responder uma pergunta rápida. Sua resposta irá nos ajudar nos próximos assuntos abordados.

Você já deve ter ouvido falar que casar faz bem para a saúde, que as pessoas casadas vivem mais e ficam doentes com menos frequência que as pessoas solteiras. Mas você sabe o motivo dessa mudança na saúde?

Em primeiro lugar, isso não acontece em qualquer casamento. Um relatório de pesquisa realizada na Universidade Brigham Young (Utah, EUA) e publicado em outubro no Annals of Behavioral Medicine reforça que esse benefício só acontece em casamentos onde as pessoas sentem-se felizes. Isso acaba refletindo em parte sobre a saúde cardiovascular – o que leva a menores riscos de ataque cardíaco, insuficiência cardíaca e acidente vascular cerebral.

Outro motivo é que, em relacionamentos estáveis, o cônjuge acaba reforçando a necessidade de ver um médico assim que um problema é identificado no outro. Mesmo quando o parceiro não se sente bem, mas evita ir ao médico, o cônjuge acaba o estimulando a não deixar o problema de lado.

Pessoas em relacionamentos de longo prazo também costumam abandonar hábitos perigosos, que possam colocar a vida em risco. Por exemplo, é menos comum que uma pessoa casada beba antes de dirigir.

Por fim, os estudos apontam que pessoas casadas sofrem menos com estresse e depressão, são menos propensas a ser solitárias crônicas, costumam comer melhor e tomar as medicações necessárias corretamente.

Como foi feito o estudo

Para chegar a esses resultados, os pesquisadores estudaram 94 casais heterossexuais com média de relacionamento de 5,4 anos. Todas as pessoas foram entrevistadas individualmente sobre o quanto se sentiam felizes no casamento.

A partir da entrevista, os casamentos foram classificados em duas situações: de suporte, onde os cônjuges mantinham reciprocidade em sentimentos positivos; e ambivalentes, onde os sentimentos negativos entre os dois eram mais frequentes.

Os voluntários também tiveram a pressão arterial medida no início e monitorada ao logo de todo o estudo, verificada duas vezes em cada hora. Cada vez que o manguito do monitor era inflado, a pessoa registrava em um computador de mão o que estava fazendo no momento e se estava interagindo com o cônjuge.

Os resultados mostraram que as pessoas que estavam em casamentos ambivalentes apresentaram leituras de pressão sistólica significativamente mais elevada que as pessoas em casamentos de apoio.

Os resultados indicam que, para se sentir feliz em um casamento e fazer com que isso reflita na saúde, é necessário que os cônjuges sintam-se apoiados um no outro. Esse sentimento melhora o relacionamento e a pressão arterial também.

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