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Como funciona o coração de um atleta olímpico?

Atletas olímpicos passam muitas horas por dia fazendo exercícios extenuantes, preparando-se para competições. Esta quantidade de treinamento durante longos períodos de tempo tem preocupado cientistas do esporte, que se questionam se ela poderia causar danos permanentes à saúde do atleta, especialmente para o coração.

O coração dos atletas olímpicos

Um estudo sueco publicado em 2013 analisou os corações de homens que haviam completado uma maratona de esqui cross-country ao longo de vários anos. Os resultados mostraram que os homens que correram mais rápido e competiram com mais frequência eram muito mais propensos a desenvolver uma condição chamada de “fibrilação atrial”. Este é um problema em que o coração bate de forma irregular, o que aumenta o risco de formação de coágulos sanguíneos, levando a um possível derrame.

Um estudo australiano realizado em 2011 utilizou técnicas de digitalização e escaneamento do coração para estudar corredores de alta resistência. Os atletas tiveram os corações estudados uma semana após a corrida e os resultados foram preocupantes. As imagens mostraram aumento da câmara inferior direita do coração (ventrículo direito), muitas vezes associada a uma capacidade de bombeamento sanguíneo diminuída.

Estudos revisados

Com base nestes e em outros estudos, os pesquisadores de exercício ficaram preocupados com a saúde a longo prazo de atletas olímpicos. Para trazer mais clareza ao tema, cientistas alemães acabam de publicar um estudo mais completo na revista Circulation. Felizmente, este estudo concluiu que os atletas não precisam se preocupar.

Estes pesquisadores estudaram 33 homens, com idades entre 30 a 60, que tiveram nível olímpico de exercícios por muitos anos. Alguns eram ex-remadores olímpicos e triatletas. Em média, eles ainda se exercitavam mais de 17 horas por semana.

Os pesquisadores também estudaram 33 homens da mesma faixa etária que eram saudáveis, mas não tão fisicamente ativos. Utilizando as mais recentes técnicas de escaneamento e digitalização do coração, eles compararam os corações dos dois grupos à procura de qualquer diferença na estrutura e no funcionamento do órgão.

Os resultados do estudo alemão concordaram com o estudo anterior, de que os corações dos atletas olímpicos apareceram significativamente diferente dos corações dos demais. Os corações dos atletas eram maiores, em especial na câmara do ventrículo direito.

Apesar de diferentes, o funcionamento dos corações dos atletas não foi afetado. Em alguns casos, se mostraram até melhores do que os corações de homens que não se exercitam muito.

Os atletas também apresentaram tendência a uma taxa de pulso de repouso mais lenta (um sinal da saúde do coração) e não tiveram nenhum aumento na fibrilação atrial. Além disso, os exames de escaneamento e digitalização de coração não mostraram nenhuma cicatriz nos músculos cardíacos em atletas, o que apoia a ideia de que não há dano a longo prazo.

Por fim, os cientistas alemães afirmaram que o estudo não mostrou problemas preocupantes, justamente por analisar a questão mais importante de danos a longo prazo – ao contrário dos estudos anteriores, restritos ao curto prazo. Os pesquisadores concluíram que problemas de curto prazo acabam resolvidos ao longo do tempo, e que, apesar de os corações dos atletas tenderem a ser maiores, isso não resulta em problemas.

De qualquer forma, se você é atleta, é sempre bom ter seu coração examinado por um médico antes de qualquer programa mais intenso de exercícios. O ideal é procurar um especialista em medicina esportiva ou cardiologia.

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Como funciona o coração de um atleta olímpico? was last modified: agosto 18th, 2016 by

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