fome

Você vive com fome? Saiba o porquê

Você é daquelas pessoas que odeia gente magra que vive comendo? E quanto mais você vai fundo na dieta, com mais fome fica? Um estudo públicado no último dia 16 pode ajudar você a entender o porquê.

fome

Publicado no The New York Times, o artigo Sempre com fome? Aqui está o porquê foi assinado por dois pesquisadores proeminentes – David Ludwig, da Escola Médica de Harvard, e Mark Friedman, da iniciativa Ciência da Nutrição. Embora um pouco complexo, o artigo permite algumas conclusões simples e diretas.

Sempre ouvimos que, para perder peso, é necessário ingerir menos calorias e/ou praticar mais exercícios. Com essa receita, e com muita força de vontade, é possível reduzir alguns quilos. Mas não é bem assim que funciona no mundo real. O que pesa mais no processo são os tipos de alimentos que consumimos.

Alguns alimentos são metabolizados e transportados rapidamente para nossas células de gordura. A absorção rápida dessas calorias deixa uma deficiência de nutrientes em nossa corrente sanguínea, interpretada pelo organismo como fome. Assim, o ciclo se mantém: ingerimos alimentos de rápida absorção, nossas células de gordura crescem e continuamos a sentir fome.

O truque, portanto, é evitar alimentos que são sugados rapidamente para dentro de nossas células de gordura e trocar as calorias ruins por calorias de boa qualidade. Ou seja, o segredo está em escolher os alimentos corretos.

De olho na qualidade

Ao contrário do que muitas dietas rápidas pregam, não é a ingestão de gordura que precisa ser reduzida. Segundo Ludwig e Friedman, nesse processo, muitas pessoas simplesmente trocam os alimentos gordurosos por carboidratos simples, que são ainda piores para nosso organismo. Por outro lado, dietas com níveis muito baixos de carboidratos também não são a saída.

Os pesquisadores apontam que cada um de nós possui uma “configuração” diferente do metabolismo, provavelmente determinado por nossos genes. Algumas pessoas têm um ponto de ajuste mais elevado, que lhes permite comer mais. Mas nem todas são tão afortunadas.

E, antes que você saia por aí reclamando de seus genes, é importante lembrar da influência dos fatores externos. Se somos privados de sono, se estamos estressados ou sem praticar exercícios físicos, nosso corpo reage empurrando mais calorias para nossas células de gordura. E, como vimos, ficamos com déficit de nutrientes e acionamos a sensação de fome.

Para Ludwig e Friedman, no lugar da contagem diária de calorias, as pessoas que buscam perder peso precisam ter em mente a qualidade do que comem. “A receita é conhecida de nossas avós: os alimentos de baixo índice glimcêmico costumam ser os menos processados e os que mais fazem bem. Escolha alimentos não processados sempre que puder e corte da sua dieta pão branco, arroz branco, produtos de batata, cereais preparados com açúcar e que, naturalmente, têm alta concentração de açúcar”, recomendam.

Com uma simples mudança de hábitos, ao cortar os carboidratos ruins, seu corpo vai acostumar a sentir menos fome. Basta ter um pouco de paciência e, em algumas semanas, ele irá regular a “configuração” de seu organismo. Mas não espere que a perda de peso seja rápida. Dieta não é um processo de curta duração. No longo prazo, o foco na alimentação correta leva a uma chance muito maior de manter o peso saudável.

Se você precisar encontrar um médico em qualquer lugar do Brasil, use o nosso site principal: www.procuramed.com.

Leia também no ProcuraMed:

O índice glicêmico

Usando o Índice Glicêmico em sua vida

Como escolher o melhor pão para sua saúde

Níveis elevados de açúcar no sangue levam ao encolhimento do cérebro 

Esta postagem também está disponível em: Inglês