ortorexia nervosa

Redução do teor de sódio em alimentos processados

No dia 7 dia de Abril, comemorou-se o dia Mundial da Saúde, e neste mesmo dia foi assinado um termo de compromisso, que tem como objetivo reduzir o consumo excessivo de sal. Tal acordo, que trará muitos benefícios à saúde brasileira, foi assinado pelo Ministério da Saúde e pelas associações que representam os produtores de alimentos processados, e foi divulgado, no mesmo dia, pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA).

Redução do teor de sódio em alimentos processadosO termo regulamenta a redução gradual da quantidade de sódio em 16 categorias de alimentos, começando por massas instantâneas, pães e bisnaguinhas. Cerca de 40% do sal é composto de sódio, que está associado a várias doenças crônicas não transmissíveis (DNTs), como hipertensão, doenças cardiovasculares e renais e cânceres. O documento define o teor máximo de sódio a cada 100 gramas em alimentos industrializado

No termo de compromisso, o Ministério da Saúde, em parceria com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), compromete-se a elaborar o Plano Nacional de Redução do Consumo de Sal, a monitorar o teor de sódio nos alimentos processados, a acompanhar as tendências de consumo alimentar da população e a avaliar o impacto da redução desse consumo nos custos do Sistema Único de Saúde e na incidência de doenças crônicas. O consumo individual de sal nos domicílios brasileiros, é de 9,6 gramas diários, e com a medida, espera-se em 2020, atingir o recomendado pela OMS, que é de menos de 5 gramas diários.

Para o nutricionista Fábio Gomes, da área de Alimentação, Nutrição e Câncer do INCA, a reformulação de produtos industrializados é um passo importante, e deverá ser seguido de um próximo passo fundamental, que é a regulação da publicidade de alimentos. “O ministro reconhece que a regulação da publicidade passará por um processo mais lento e árduo de implementação, mas sabe que é fundamental, assim como foi para o controle e prevenção do tabagismo”, comparou.

*Para ver a reportagem do Instituto Nacional do Câncer na íntegra: CLIQUE AQUI