pimenta para saúde

O poder da pimenta

Com que frequência você come pimenta? Estudo feito com 20 mil homens e mulheres mostra que adicionar pimenta aos alimentos pode ajudar a viver por mais tempo.

O estudo foi publicado no último dia 4 de agosto no British Medical Journal (BMJ ) e realizado ao longo de oito anos na China, onde o consumo de comida picante é comum. Os pesquisadores entrevistaram os participantes por várias vezes, sempre questionando a frequência com que a pimenta estava inserida na dieta (variando de nenhum até todos os dias da semana).

No final do estudo, foram comparados os dados de todos os participantes, inclusive dos que já haviam morrido. Os resultados mostraram que as pessoas que comiam pimenta em seis ou sete dias na semana apresentaram 14% menor risco de morrer nos oito anos da pesquisa.

O principal ingrediente ativo em pimentas vermelhas é a capsaicina, conhecida por ter fortes efeitos antioxidantes e anti-inflamatórios. Um estado inflamatório crônico no corpo parece aumentar o risco de câncer, por isso faz sentido que a capsaicina diminua esse risco. Pimentas também são uma fonte rica de vitaminas e minerais.

Mas não é necessário comer pimenta em todas as refeições. A pesquisa também mostrou que mesmo as pessoas que comem comida picante em alguns dias da semana apresentavam risco 10% menor de morte no período do estudo que os que não comiam pimenta, assim como riscos menores de ataque cardíaco, câncer e doenças respiratórias.

Embora este estudo não prove que comer pimenta faz você viver por mais tempo, grandes estudos, com milhares de participantes, têm indícios fortemente apoiados. Além disso, ele corrobora com resultados de estudos menores realizados nos últimos 30 anos que mostram uma ampla gama de benefícios que a pimenta pode trazer.

Relatório apresentado em 2009 pelo MD Anderson Cancer Center (Houston, Texas), um dos mais avançados centros de estudos sobre câncer no mundo, relacionou o uso de especiarias e o desenvolvimento de tumores. A observação foi feita na Índia, país famoso por culinária rica em pimentas e especiarias. Foi observado que, naquele país, a incidência de câncer e de doenças crônicas eram significativamente menores que de em outros países onde o uso desses temperos não é tão frequente.

O relatório ressalta que a capsaicina possui propriedades importantes contra obesidade, antioxidantes, anti-inflamatórias, anti-cancro, anti-hipertensores e que diminuem o risco de diabetes. Para pessoas que possuem o estômago mais sensível e têm receio de consumir pimenta, uma boa notícia: estudos recentes mostram que alimentos picantes não causam úlceras estomacais. Há, porém, pessoas que narram algum refluxo gástrico após a ingestão.

E para quem prefere manter distância de comidas apimentadas, há inúmeros temperos que adicionam mais sabor e saúde aos alimentos e que, assim como a pimenta, podem substituir muito bem o sal. Gengibre, cominho, alho, cravo, canela, alecrim e orégano são alguns deles. Vale a pena experimentar.

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