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O poder da Castanha-do-Pará

Um estudo divulgado pela revista científica britânica GUT, em 23 de julho de 2012, concluiu que pessoas com consumo elevado de selênio, vitamina C e vitamina E apresentam um risco 67% menor de sofrer com um câncer de pâncreas do que aquelas com baixa ingestão desses mesmos nutrientes. O resultado é bastante significativo já que o câncer de pâncreas é considerado um dos mais difíceis de ser tratado e tem um dos piores índices de cura. Portanto, a descoberta de mais um método de prevenção ajuda, pelo menos, a reduzir o risco de desenvolver a doença.

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Nas duas últimas décadas, foram realizadas muitas pesquisas com o objetivo de encontrar alimentos ou suplementos que pudessem prevenir o câncer. Os resultados apresentados até agora foram desanimadores e conflitantes. Por exemplo, quando um estudo mostrava que certa vitamina diminuía as chances de desenvolver determinado tipo de tumor, o seguinte concluía exatamente o contrário.

No entanto, muitos cientistas acreditam que os nutrientes obtidos a partir de alimentos in natura são mais eficazes que seus correspondentes sintéticos, isto é, provenientes de cápsulas de vitaminas ou de suplementos alimentares.

Com a novidade trazida pela publicação da revista GUT, sobre substâncias que previnem o câncer de pâncreas, vamos focar nossa atenção em apenas uma das três apresentadas pela pesquisa: o selênio.

Acredita-se que o selênio pode proteger o nosso organismo do câncer, mas os estudos sobre sua apresentação em comprimidos têm sido conflitantes e inconclusivos. Então, vamos olhar para uma fonte natural deste mineral.

A castanha-do-pará é a fonte com a maior concentração de selênio presente em um único alimento. Mineral tóxico para o corpo se consumido em grande quantidade, o selênio é necessário para o bom funcionamento das nossas células quando ingerido em porções moderadas.

Pertencente ao grupo das frutas oleaginosas (ricas em gordura), a castanha é conhecida por estimular a formação de antioxidantes no corpo humano, os quais ajudam a prevenir a transformação de células normais em células cancerígenas. Desse modo, não é surpreendente que a pesquisa publicada pela GUT sobre câncer de pâncreas tenha apresentado bons resultados a partir de dietas ricas em selênio.

Os benefícios não param por aí. A castanha-do-pará conta com outros atrativos nutricionais. É considerada uma “proteína completa”, pois contém todos os aminoácidos essenciais ao ser humano. É rica em magnésio, um nutriente importante, que atua em conjunto com o cálcio e ajuda a evitar a osteoporose.

Das calorias totais presentes na castanha, 91% delas provêm de uma combinação de gorduras monoinsaturadas, poliinsaturadas e saturadas. O tipo monoinsaturadas é uma “gordura saudável”, boa para o coração, como a que está presente no óleo de oliva. No entanto, uma vez que essa oleaginosa possui gordura saturada, prejudicial à saúde, é bom limitar sua ingestão!

Outra razão para limitar o seu consumo a porções moderadas é que o exagero poderá levar a uma “overdose” de selênio. Como mencionado anteriormente, o excesso poderá intoxicar seu corpo. Um pouco dela vai bem, mas muito pode ser ruim para o organismo. Então, qual é a “dose” certa a ser ingerida para maximizar os benefícios da castanha para a saúde?

Embora a concentração de selênio varie de uma castanha para outra, pois depende do tipo de solo onde foi cultivada, recomenda-se o consumo de até duas delas por dia. Essa é a quantidade ideal para uma dieta equilibrada, com selênio suficiente para auxiliar na prevenção do câncer. A ingestão de mais de três castanhas por dia é considerada um exagero.

Se você tiver graves problemas de saúde, histórico pessoal ou familiar de câncer de mama ou de próstata, fale com seu médico em primeiro lugar. Caso contrário, desfrute das castanhas, mas com moderação!

Se você precisa encontrar um médico, você pode fazê-lo através do nosso site: www.procuramed.com.

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