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O incrível poder das sementes de chia

Você deve ter ouvido falar das sementes de chia, que estão começando a aparecer como ingrediente de alguns pães e barras de cereais. Internacionalmente, a chia está se tornando uma grande estrela. Ela é saudada como o mais novo “superalimento”, ainda melhor que o açaí. Hoje, vamos analisá-la e verificar a verdadeira qualidade desse produto.

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Como muitos “superalimentos”, a chia foi descoberta há bastante tempo, mas só ganhou popularidade recentemente com sua redescoberta. Com uma pequena semente preta, com cerca de 1mm de diâmetro, a chia provém da família da hortelã Salvia hispanica, presente, principalmente, no México, América Central, Argentina, Bolívia e também na Austrália, cuja cultura desenvolveu-se com finalidade comercial.

Por milhares de anos, foi usada pelos maias como fonte de alimentação potente. A palavra “chia” está relacionada à palavra maia para “força”. Os grãos eram moídos em farinha e comidos crus para dar energia e resistência. Supostamente, uma colher de sopa seria suficiente para sustentar um guerreiro asteca durante um dia.

Sim, a chia parece satisfazer a definição dada a um superalimento: é muito nutritiva e pouco calórica. Similarmente, seria como “sementes de linhaça em esteroides”. Uma pequena quantidade dela já é rica em ômega-3 ácidos graxos, fibras, proteínas, cálcio, antioxidantes e minerais importantes ao corpo.

A chia não possui glúten e, ao contrário da linhaça, não precisa ser triturada para liberar seus nutrientes (embora haja alguma evidência de que a moagem libere mais ômega-3 e ômega-6 ácidos graxos) e suas sementes não ficam rançosas tão facilmente como as do linho, podendo durar quase dois anos sem refrigeração. Como os insetos parecem não se incomodar com a planta, raramente possui resíduos de pesticidas.

Em apenas uma colheres de sopa (28 gramas) de sementes de chia contém:

  • 11 gramas de fibras (42% de sua necessidade diária);
  • 4.915 mg de ômega-3  ácidos gordos (e apenas 0,9 g de gordura saturada);
  • 177 mg de cálcio (18% de sua necessidade diária);
  • 4,4 g de proteínas (cerca de 10% de sua necessidade diária).
  • As semente de chia são uma das fontes de alimentos com a maior concentração de antioxidantes, ainda mais do que o mirtilo, e são ricas em minerais, como o magnésio, manganês e o fósforo, todos imprescindíveis para a boa saúde do sistema cardiovascular.

Elas também “incham” na água, e muitas pessoas afirmam que a chia produz uma forte sensação de saciedade quando cai no estômago. Talvez (embora faltem estudos científicos sobre o assunto), isso possa ajudar a emagrecer. A chia também ajuda a regular os níveis de insulina e o colesterol bom.

No Brasil e nos Estados Unidos, as sementes de chia são um produto importado, por isso mesmo, são um pouco caras. Mas, pequenas quantidades podem render muitos benefícios nutricionais. Você pode polvilhar a chia em saladas, misturá-la a iogurtes ou shakes, ou adicioná-la a cereais matinais, pães e assados. Você pode experimentá-la em qualquer alimento, fortalecer sua dieta ou ingeri-la crua e apreciar o sabor suave de noz.

A conclusão é a de que a chia pode muito bem ser classificada como um superalimento. Isso significa que se você tivesse de viver em uma ilha deserta por uma semana e com apenas um alimento, sua melhor escolha poderia as sementes de chia.

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