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Jejum intervalado: A nova sensação da dieta internacional

Mark Mattson, chefe do Laboratório de Neurociência do Instituto Nacional do Envelhecimento, em Baltimore, Maryland (EUA), que pesquisa os efeitos do jejum nos últimos 15 anos, afirma que “sob uma perspectiva evolucionista, o jejum intermitente é normal e que comer três refeições por dia, mais os lanches, é anormal”.

Vários estudos com animais têm sugerido que eles envelhecem mais lentamente quando reduzem a ingestão diária de alimentos ao longo dos anos. Esta pesquisa tem estimulado a realização de outros estudos que verificam se o jejum de forma ocasional pode ser benéfico para os seres humanos — e os resultados têm sido positivos nesse sentido.

Assim como o levantamento de peso coloca o corpo sob um estresse que resulta em músculos mais fortes, o jejum parece colocar o corpo sob um estresse que leva à melhora da função cerebral. Quando o cérebro percebe que estamos em um período de jejum, segrega substâncias químicas chamadas “neurotrópicos”, as quais estimulam o crescimento de novas células cerebrais.

As pesquisas feitas pelo Dr. Mattson e seus associados demonstraram que os ratos, com uma condição do tipo Alzheimer, que fazem jejum a cada dois dias estabilizaram ou até reverteram alguns dos efeitos de sua condição neurológica e também adquiriram menor índice de gordura corporal do que os roedores mantidos em uma dieta normal.

Nos últimos anos, os estudos mostrando os benefícios do jejum e da restrição calórica em animais levaram à popularização, nos EUA e na Inglaterra, de inúmeras dietas para os seres humanos perderem peso e proporcionarem outros benefícios metabólicos e cerebrais.

As dietas do jejum intermitente se dividem em três categorias principais:

1) A dieta do jejum alternado: alterna-se um dia de alimentação normal com um dia de jejum relativo (com número limitado de calorias, aproximadamente 500 ou 600 calorias ou cerca de 1/4 da ingestão normal);

2) A dieta 5:2: normalmente, alimenta-se durante cinco dias por semana e, nos outros dois, reduz-se a dieta em 500 calorias para as mulheres e 600 calorias para os homens; e

3) A dieta de 8 horas: o consumo de alimento limita-se ao período de oito horas diárias, sem nenhuma ingestão de calorias nas dezesseis horas restantes.

Até agora, os estudos em seres humanos não são suficientes para determinar qual dessas dietas é a melhor para perder peso, melhorar o metabolismo do açúcar ou, eventualmente, melhorar o funcionamento cerebral. Por isso, ainda não há conclusões definitivas sobre tais regimes.

Parece, no entanto, que a dieta 5:2 é mais fácil de ser feita pela maioria das pessoas do que as dietas com os dias de jejum alternados. Mas isso pode mudar de acordo com o indivíduo.

No entanto, a principal conclusão da pesquisa liderada pelo Dr. Matteson, é que, se feito de forma ocasional, ficar sem comer por longos períodos é benéfico ao organismo. Passar até dezesseis horas sem nenhuma ingestão calórica parece ser o suficiente para provocar um “estresse” no corpo humano e obter algumas vantagens metabólicas.

Se você quiser experimentar fazer um jejum você pode tentar ficar sem comer (são permitidos água, café e chá) por dezesseis horas uma ou duas vezes por semana. Um bom horário para começar a jejuar seria logo após o jantar e então ficar sem comer até mais tarde do dia seguinte.

Porém, se você tem qualquer restrição ou problema de saúde, consulte o seu médico primeiro. Este é um assunto novo e quando houver mais informações, vamos deixá-lo a par aqui, no Mais Saúde.

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Jejum intervalado: A nova sensação da dieta internacional was last modified: junho 16th, 2016 by

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