sal

Indústria Terá de Reduzir Teores de Sódio em Mais 7 Alimentos

O Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, juntamente com representantes da indústria alimentícia, assinou, nesta terça-feira, nova fase do acordo que prevê a redução gradual de sódio em 16 categorias de alimentos. A redução do consumo de sódio no Brasil é uma das estratégias do governo federal para o enfrentamento às doenças crônicas, como hipertensão arterial e doenças cardiovasculares.

Nesta etapa, que é a segunda do acordo, serão detalhadas as metas para os alimentos que estão entre os mais consumidos pelo público infanto-juvenil, incluindo sete categorias: batatas fritas e batata palha, pão francês, bolos prontos, misturas para bolos, salgadinhos de milho, maionese e biscoitos (doces ou salgados).

O documento assinado, define o teor máximo de sódio a cada 100 gramas em alimentos industrializados. As metas (ver no fim do texto) devem ser cumpridas pelo setor produtivo até 2014 e aprofundadas até 2016. Em abril, foi anunciada a diminuição progressiva em massas instantâneas, pães de forma e bisnagas. Outros alimentos deverão ser incorporados ao acordo no futuro.

“Esta segunda etapa do acordo reforça o projeto conjunto entre governo e indústrias para respeitar a recomendação de consumo máximo da Organização Mundial de Saúde (OMS), que é de menos de 5 gramas de sal diários por pessoa, até 2020”, considera o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

A hipertensão arterial atinge 23,3% da população adulta brasileira (maiores de 18 anos), de acordo com o estudo Vigilância de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel/2010). Já as doenças cardiovasculares foram responsáveis por 319 mil óbitos em todo o país, em 2009.

PREOCUPAÇÃO 

De acordo com dados do IBGE, o consumo individual de sal, apenas nos domicílios brasileiros, foi de 9,6 gramas diários, enquanto o consumo total foi estimado em aproximadamente 12g diários, o que representa mais do que o dobro do recomendado pela OMS. Esta pesquisa revelou, ainda, que mais de 70% dos brasileiros consomem mais do que 5g de sal ao dia (o equivalente a quatro colheres rasas de café), chegando este percentual a mais de 90%, no caso de adolescentes de 14 a 18 anos e adultos da zona urbana.

Os adolescentes brasileiros apresentaram consumo muito mais elevado de alimentos como salgadinhos (sete vezes maior), biscoitos recheados (perto de quatro vezes maior), biscoitos doces (mais de 2,5 vezes maior) e biscoitos salgados (50% maior) em relação aos adultos.

O acordo firmado pelo Ministério da Saúde inclui a Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação (ABIA), Associação Brasileira das Indústrias de Massas Alimentícias (ABIMA), Associação Brasileira da Indústria do Trigo (ABTRIGO) e a Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria (ABIP).

Segundo Edmundo Klotz, presidente da ABIA (Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação), os primeiros produtos a entrar no cronograma da redução foram os de maior concentração de sódio. O fato de alguns serem mais consumidos por crianças também pesou.

As alterações serão feitas de forma gradual. Na receita-padrão do pão francês, elas não devem ser notadas, afirma Alexandre Pereira, presidente da ABIP (Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria). “Fizemos testes sensoriais, e o consumidor não sente a redução gradual de sal”, disse Pereira.

MONITORAMENTO 

Este segundo termo de compromisso também prevê o acompanhamento da utilização de sal e outros ingredientes com sódio pelas indústrias, de forma a assegurar o monitoramento da redução do sódio em alimentos processados. Assim, o acordo determina o acompanhamento das informações da rotulagem nutricional dos produtos e as análises laboratoriais de produtos coletados no mercado e da utilização dos ingredientes à base de sódio pelas indústrias. Além do Ministério da Saúde e das associações da indústria alimentícia, o acordo foi assinado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

*Fonte: Portal da Saúde, com modificações feitas pelo editorial da Procuramed.

Clique na figura, abaixo, e veja o que estabelece o acordo para as sete categorias de alimentos: