Flavonóides protegem contra doença de Parkinson

Frutas vermelhas retardam processo de declínio cognitivo

Um novo estudo, realizado pela Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, e publicado no periódico Annals of Neurology, mostrou que comer frutas vermelhas, pode ajudar a reduzir as taxas de declínio cognitivo, adiando a perda de memória e do raciocínio em até 2,5 anos.


Frutas vermelhas retardam processo de declínio cognitivo

Além disso, um outro estudo feito pela Universidade de British Columbia, no Canadá, constatou que a prática de musculação melhorou significativamente as funções cognitivas, o desempenho da memória associativa e a plasticidade funcional do cérebro de mulheres idosas.

No estudo da Harvard, os pesquisadores utilizaram dados de 121.700 mulheres, que tinham entre 30 e 55 anos de idade no início do estudo. Entre 1980 e 2001, elas responderam a questionários a cada quatro anos sobre hábitos alimentares e estilo de vida. A partir de 1995, aquelas que já haviam completado 70 anos ou mais realizaram testes anuais que avaliaram a capacidade cognitiva de cada uma.

Os resultados mostraram que o maior consumo de frutas vermelhas, importante fonte de flavonóides (composto químico com propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias), retardou o declínio cognitivo entre as participantes. As mulheres que mais consumiram essas frutas enfrentaram comprometimento cognitivo, em média, 2,5 anos depois do que aquelas que menos ingeriram o alimento.

A pesquisadora Elizabeth Devore, coordenadora da pesquisa, considera que fatores como estresse e quadros de inflamação contribuem para o comprometimento cognitivo que ocorre com a idade e que, portanto, o consumo de alimentos ricos em flavonóides podem minimizar os efeitos do problema. Segundo ela, é importante lembrar que essas conclusões estão relacionadas a outros fatores, já que o indivíduo que come muita fruta deve também ter um estilo de vida mais saudável, por exemplo. Os flavonóides também podem ser encontrados, no vinho tinto e chocolate amargo.

Já no estudo da British Columbia, publicado nos Archives of Internal Medicine, realizado com 86 mulheres adultas, que apresentavam um leve comprometimento cognitivo, comparou-se a eficácia entre o treinamento de musculação e o aeróbio em relação para com a melhora das funções cognitivas necessárias para uma vida independente, tais como atenção, memória, resolução de problemas e tomada de decisão. O estudo também avaliou o efeito dos dois tipos de exercícios sobre o desempenho da memória associativa e sobre a plasticidade funcional cerebral. No estudo as participantes práticaram um dos dois tipos de treinamento, duas vezes por semana, durante 6 meses.

Os resultados mostraram que a musculação melhorou significativamente as funções cognitivas, o desempenho da memória associativa e plasticidade funcional do cérebro. Em contraste com estudos anteriores em idosos saudáveis, o treinamento aeróbio não demonstrou qualquer efeito significativo função cognitiva e a plasticidade cerebral.

No intuito de motivar os idosos para com a prática de exercício a equipe do estudo, liderada pela pesquisadora Teresa Liu-Ambrose, desenvolveu e lançou um vídeo informativo com os exercícios usados no estudo clique aqui e veja o vídeo.

Com esses dois estudos apresentados hoje no Blog Mais Saúde da ProcuraMed, a ideia de que uma vida saudável está totalmente relacionada para com a prática de atividades físicas, além de uma alimentação saudável, é fortalecida.

Para saber mais sobre o declínio da capacidade cognitiva durante o envelhecimento é só clicar aqui.

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Foto: Jon Chase/Harvard Staff