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Alimentação materna e os efeitos no desenvolvimento dos filhos

Uma nova pesquisa, realizada com camundongos, indica que bebês nascidos de mães que tiveram uma dieta rica em gordura antes e durante a gravidez, têm mais massa gorda e fígados menores, do que os bebês cujas mães consomem pouca gordura. A boa notícia da pesquisa, é de que as mães que mudaram a dieta, ainda durante a gravidez, para uma dieta baixa em gordura, reduziram consideravelmente o risco destes efeitos negativos.

Alimentação materna e os efeitos no desenvolvimento dos filhosPesquisas anteriores mostraram que bebês que recebem muito ou pouca alimentação durante a gestação, tem modificações profundas e permanentes em seu desenvolvimento – incluindo alterações na estrutura do cérebro, fígado e pâncreas – aumentando a suscetibilidade para o desenvolvimento de várias doenças mais tarde na vida, incluindo a obesidade, diabetes e doenças cardiovasculares.

A pesquisa publicada no American Journal of Physiology Endocrinology and Metabolism, e liderada por cientistas da Oregon Health & Science University e do Doernbecher Infantil Hospital, tinha como objetivo examinar o efeito corporal nos recém-nascidos, a partir do consumo de uma dieta rica em gordura na gravidez. As camundongos fêmeas foram alimentadas com uma dieta de baixa gordura ou alto teor de gordura, durante seis meses, e depois foram acasaladas com ratos machos após 4, 12, 23 semanas.

Os resultados mostraram que os bebês nascidos de camundongos fêmeas, e que haviam consumido alimentos com alto teor de gordura, tinham no dia do seu nascimento, mais gordura corporal, menos massa magra e fígados menores, do que os recém-nascidos de fêmeas que consumiram alimentos com pouca gordura. As camundongos fêmeas que consumiram uma dieta rica em gordura, durante a gravidez, ganharam mais peso corpóreo, e tinham uma maior massa de gordura do que as fêmeas que consumiram uma dieta com baixo teor de gordura.

Os investigadores relatam que essas mudanças na composição corporal e tamanho do órgão, ocorreram antes das camundongos fêmeas começarem antes delas se tornarem obesas. Mesmo quando as fêmeas não eram obesas, comer antes e durante a gravidez, uma dieta rica em gordura, aumenta a probabilidade de seus bebês nascerem com um nível aumentado de gordura corporal e fígados mais pequenos.

Felizmente, os pesquisadores descobriram, que a mudança para uma dieta com baixo teor de gordura, ainda durante a gravidez, impediu o excesso de a acúmulo de gordura, além impedir as crianças de terem fígados mais pequenos. Estes resultados demonstram que a mudança para uma dieta baixa em gorduras durante a gravidez minimiza os efeitos nocivos da obesidade materna sobre a composição corporal do recém-nascido, potencialmente reduzindo o risco da criança de desenvolver obesidade e doenças relacionadas mais tarde na vida. Este estudo fornece fortes evidências de que mudanças ambientais ou de comportamento (epigenéticas – que alteram a função do gene), ao menos em parte, explicam a ligação entre um início ruim para a vida, e posteriormente, o risco de doença.

Desta maneira, é necessário que todas as mulheres em idade reprodutiva tenham maior acesso à nutrição, educação e apoio para um melhor estilo de vida, afim de melhorar não só a saúde dela como a da próxima geração, reduzindo o risco de doenças como diabetes e doenças do coração, que muitas vezes seguem a obesidade. Há uma necessidade urgente de informar as mulheres e os seus prestadores de cuidados de saúde, dos perigos inerentes de que uma alimentação não saudável materna, pode representar para a saúde dela e dos futuros filhos.

Foto: www.escolatrilhas.com.br