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Azeite de oliva extra-virgem pode diminuir risco de câncer de mama

Outubro é marcado como o mês da prevenção ao câncer de mama. No primeiro dia do Outubro Rosa, lembramos um estudo que mostra que incrementar a dieta com azeita de oliva pode auxiliar mulheres a reduzir significativamente os riscos de desenvolver câncer de mama.

O estudo foi publicado em 14 de setembro no Journal of the American Medical Association e envolveu pesquisadores de vários centros médicos da Espanha e da Harvard School of Public Health. Participaram 4.282 mulheres em período pós-menopausa, acompanhadas entre 2003 e 2009.

No início do estudo, as participantes foram divididas aleatoriamente em três grupos diferentes. Um grupo recebeu, toda semana, 1 litro de azeite de oliva extra-virgem, para uso próprio e da família (e fornecido gratuitamente pelos pesquisadores). A outro grupo, foram dadas porções semanais de 210 g de castanhas mistas. O terceiro grupo não recebeu nozes nem azeite; apenas foi aconselhado a manter uma dieta de baixa gordura.

Todas as mulheres foram acompanhadas por quase cinco anos. Os resultados mostraram que as que receberam óleo de oliva extra-virgem tiveram incidência 62% menor de desenvolver câncer de mama durante o estudo em comparação com os outros dois grupos. As mulheres que receberam castanhas tiveram incidência um pouco menor de câncer de mama, mas a diminuição não foi considerada significativa.

Note-se que muitas das mulheres espanholas que participaram no estudo já seguiam a dieta mediterrânea, rica em azeite de oliva, frutas, legumes, nozes e leguminosas. Para essas mulheres, os pesquisadores observaram uma benefício particular: todas as que foram fiéis à dieta mediterrânea apresentaram risco 30% menor de doença cardíaca ou acidente vascular cerebral em comparação às mulheres que não seguiam esta dieta.

Mas, voltando ao azeite de oliva, por que apresenta esses benefícios? O azeite de oliva contém grande quantidade de ácidos graxos ​​monoinsaturados saudáveis, sendo o ácido oleico mais importante quando pensado para ser anti-cancerígeno. Azeite de oliva extra-virgem é o óleo produzido a partir da primeira prensagem das azeitonas, enquanto o azeite virgem é produzido a partir do processamento dos restos desta primeira prensagem.

O azeite extra-virgem também contém níveis mais altos de polifenóis e outros compostos anti-oxidantes, incluindo lignanas. Por isso, faz sentido adicionar azeite extra-virgem (de preferência sem aquecimento) à sua dieta diária, não só para proteger contra o câncer de mama, mas como parte de uma dieta geral anti-câncer e benéfico para a saúde de coração.

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