Ácido fólico diminui risco de grávidas terem filhos com autismo

Ácido fólico diminui risco de grávidas terem filhos com autismo

Um novo estudo, publicado no periódico The American Journal of Clinical Nutrition, mostrou que mulheres que consomem quantidades adequadas de ácido fólico durante a gravidez reduzem as chances de seus filhos terem autismo.

Ácido fólico diminui risco de grávidas terem filhos com autismoO ácido fólico, também chamado de vitamina B9, pode ser encontrado em alimentos como brócolis e feijão e é indicado a gestantes para evitar má formação congênita.

O estudo, feito pela Universidade da Califórnia, nos EUA, foi realizado com 837 mulheres grávidas e, durante seis anos, os pesquisadores acompanharam o desenvolvimento de seus filhos. No final do estudo, a equipe concluiu que tomar 600 microgramas de ácido fólico ao dia — tanto por meio de suplementos quanto de alimentos ricos no nutriente — durante o primeiro mês de gravidez é capaz de reduzir em 38% as chances de uma mulher ter um filho com autismo.

Os pesquisadores também concluíram que as mães das crianças que apresentaram desenvolvimento típico — ou seja, não demonstraram sintomas nem de autismo e nem de atraso no desenvolvimento — foram aquelas que mais ingeriram ácido fólico durante o primeiro mês de gravidez. Eles também indicaram que quanto mais ácido fólico uma grávida consumia, menor o risco de seu filho desenvolver a desordem.

Segundo o estudo, o ácido fólico protege o feto contra problemas no desenvolvimento do cérebro que podem acarretar reações no DNA capazes de alterar a maneira pela qual o material genético é lido. Suplementos da vitamina são recomendados — ao menos nos EUA e no Brasil — para que as mulheres grávidas garantam uma formação saudável de seus fetos.

Para a Dra. Rebecca Schmidt, autora do estudo, os resultados da pesquisa são semelhantes ao de outras que sugeriram o efeito protetor do ácido fólico em relação ao desenvolvimento neurológico do feto. Além disso, ela considera que as conclusões apoiam as recomendações para mulheres em idade fértil em relação ao consumo de ácido fólico, que são de ao menos 600 microgramas de ácido fólico ao dia (nos EUA).

Já no Brasil, de acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), recomenda-se que adultos ingiram 240 microgramas de ácido fólico ao dia e gestantes, 355 microgramas. Uma concha de feijão preto, por exemplo, tem 119 microgramas da vitamina. Além disso, desde 2004, a Anvisa tornou obrigatória a inclusão de ácido fólico nas farinhas de trigo e de milho e em seus subprodutos. A justificativa para a medida foi justamente a redução no risco de má formação do feto comprovada por diversos estudos.

Caso você necessite encontrar um médico, você pode fazê-lo através do nosso site: www.procuramed.com. É rápido, fácil e sem custo!

Leia também na ProcuraMed

* Dia Mundial da conscientização do Autismo

Foto: Google

Esta postagem também está disponível em: Inglês