intestine influences brain

A comida afeta o seu cérebro?

Pesquisas recentes realizadas nos EUA e na Europa apontam que as bactérias intestinais agem não apenas na digestão dos alimentos, mas também podem modificar o funcionamento do nosso sistema imunológico e até mesmo nosso estado de espírito.Desequilíbrios no “microbioma” intestinal poderiam levar a mudanças de humor, depressão, ansiedade ou, em uma criança, à predisposição ao autismo.

Convivemos com trilhões de bactérias alojadas em nossos intestinos. Esse número é superior ao número de células em nosso corpo e representa de 1 a 2 kg do nosso peso. Por esta grande representatividade, qualquer mudança nesse microbioma pode levar ao desequilíbrio de nosso corpo e da nossa mente.

Pesquisas sobre o autismo estiveram entre os primeiros estudos que iniciaram as análises sobre o microbioma intestinal. Isso aconteceu porque pesquisadores que estudavam o autismo descobriram que muitas crianças autistas também tinham problemas gastrointestinais. Assim, uma das teorias levantadas é a de que alguns sintomas do autismo agiriam como uma reação a esse desequilíbrio. Estudos feitos com animais mostraram que, quando os sintomas normalizavam, normalizava também o microbioma.

Sabe-se há muito tempo que esse microbioma é necessário para a digestão de alimentos e síntese de vitaminas. Percebemos a importância dele quanto precisamos tomar antibióticos e acabamos com diarreia: o antibiótico mata uma quantidade grande de bactérias dos intestinos e a comida começa a não ser bem digerida.

Essa relação entre microbioma e cérebro, porém, ainda é bastante nova. A principal teoria da influência de um sobre o outro é a de que as bactérias produzem substâncias químicas que agem como neurotransmissores e que, de alguma forma, têm influência sobre o cérebro.

Outra teoria indica que essas substâncias químicas alteram nosso sistema imunológico que, por sua vez, mudam o funcionamento do cérebro. Outra frente considera que esse microbioma afeta o “nervo vago”, que é um nervo longo que vai desde o intestino até o cérebro.

“A segmentação do microbioma poderá abrir possibilidades para a prevenção de uma variedade de doenças, de obesidade e diabetes até cânceres do trato gastrointestinal. Estamos apenas começando a arranhar a superfície da importância do microbioma para a saúde humana”, afirmou Athena Aktipis, PhD pela Universidade da Califórnia, em San Francisco, e um dos principais pesquisadores do assunto.

Muitos estudiosos acreditam que, em um futuro próximo, poderemos ser capazes de ajudar pessoas deprimidas ou excessivamente ansiosas com mudanças na dieta – com a adição de probióticos para o equilíbrio do microbioma. Até termos essa certeza, não é má ideia adicionarmos um probiótico à nossa alimentação diária.

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